Entenda como é realizado o reflorestamento

O reflorestamento é o ato natural, ou intencional, de transformar áreas de mata esgotadas pelo consumo excessivo de suas matérias-primas, principalmente, pelo desmatamento, expansão de área agrícola, queimada ou desastres naturais como incêndios em época de seca extrema.

Pode ser usado para a manutenção de mata ciliares, reconstruir ecossistemas e habitats naturais.

Uma Empresa de reflorestamento faz, através de plantio de mudas, a recuperação de áreas devastadas. As maiores reflorestadoras são as indústrias de papel.

O Brasil é o segundo maior país em cobertura florestal do mundo, perdendo apenas para a Rússia.

Entretanto essa área vem sendo reduzida através dos anos, pois com o reflorestamento está se tentando reverter essa situação. As áreas mais atingidas foram a Norte, Sul e Sudeste, onde se concentra cerca de 85% da população brasileira.

Pode ser feito de duas maneiras, heterogênea, onde Mudas nativas para reflorestamento são utilizadas para recuperação de algumas funções ecológicas, como a proteção de mananciais.

A segunda é a homogênea, utilizada normalmente para fins econômicos, onde apenas uma espécie é plantada.

Muitas vezes áreas de matas nativas são afetadas pela construção de edificações e complexos industriais, isso afeta todo um ecossistema que existe no lugar.

Para isso, é feito um Laudo de vegetação para caracterizar as condições de preservação da área e entender os impactos ambientais que podem ocorrer na área que será desmatada.

Principais benefícios do reflorestamento

Existem diversas empresas que fazem reflorestamento no Brasil, essas ações trazem diversos benefícios tanto ao meio ambiente quanto ao ambiente sócio-econômico da região. Alguns deles são:

  • Aumento de empregos diretos e indiretos, em função da atividade do reflorestamento;
  • Diminuição da erosão;
  • Proteção da superfície do solo;
  • Proteção de bacias hidrográficas e mananciais;
  • Produção de oxigênio;
  • Maior biodiversidade;
  • Retenção de dióxido de carbono.

Há um programa que estimula o reflorestamento, o Programa Nacional de Florestas (PNF), que atualmente, visa a estimulação de todo esse processo, tendo como principais focos:

  • Estimular iniciativas econômicas e sociais das regiões;
  • Promover o uso sustentável das florestas;
  • Reprimir desmatamentos;
  • Fomentar as atividades de reflorestamento;
  • Valorizar aspectos ambientais;
  • Estimular a proteção da biodiversidade;
  • Estimular o uso sustentável de florestas nativas e de produção.

Diversas empresas do Brasil têm investido nessa atividade em questão, junto a entidades ambientais e aos órgãos públicos.

Essas iniciativas melhoram a qualidade do clima, além de prevenir uma série de outros problemas que o desmatamento pode causar.

Como reflorestar? Aprenda o que é preciso recuperar o ecossistema próximo a você

Segundo alguns setores do IBAMA, recomenda-se a regeneração natural de uma área reflorestada, sem que haja o plantio de novas mudas.

Desta maneira, as espécies nativas voltariam a crescer com sementes vindas das proximidades ou em estado de dormência. Mas em áreas totalmente degradadas, sem a ação do homem, dificilmente a mata nativa voltaria.

Se aliarmos o plantio controlado de mata nativa à regeneração natural, teremos a melhor opção para que aconteça o reflorestamento.

Sendo que o primeiro passo para isso, se dá de maneira correta ao obter um laudo de caracterização ambiental para saber quais as espécies nativas ainda se encontram no local e as condições da área a ser reflorestada.

Atualmente, várias ações tão sendo feitas pela sociedade civil, além de empresas de reflorestamento, tanto em áreas de mata nativa como em áreas urbanas, como vemos no caso de cidades que com o auxílio da secretaria de agricultura, ou de iniciativas privadas, vem criando programas para que isso aconteça.

Além do laudo ambiental, é preciso se atentar a alguns fatores para promover o reflorestamento. Ele é feito a princípio pelo plantio de espécies mais rústicas, o chamado mato, que são espécies mais resistentes.

De pequeno e médio porte, elas tendem a se desenvolver mais rápido, preparando o terreno para espécies intermediárias que se aproveitam da sombra das primeiras e, posteriormente, árvores de grande porte e longevidade, formando um sub-bosque.

Nunca se deve plantar árvores de grande porte, isoladas em terreno aberto e limpo. Obtém-se um melhor resultado escolhendo as espécies adequadas ao clima e à região do reflorestamento.

Sabendo de todos os fatores necessários para a recuperação da área afetada, conseguimos recompor uma área devastada, trazendo inúmeras recompensas dos serviços ambientais das matas como recuperação de nascentes, controle de erosão do solo, controle climático da região, dentre muitos outros benefícios.

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