Informações relevantes para empresas de tratamento de efluentes

O tratamento de efluentes é um processo extremamente complexo e que requer maquinário adequado junto com procedimentos corretos.

Empresas que desejam trabalhar nesse ramo devem se atentar à vários quesitos que podem alterar as suas estruturas de trabalho, variando desde os tipos de máquinas adequadas, legislação, testes e cuidados na rede de tratamento.

Uma ETE (Estação de Tratamento de Efluente) requer, além de pessoal especializado, muita atenção no manuseio de material químico que podem ser nocivos para a saúde dos colaboradores da estação e para os organismos vivos em volta. Entenderemos neste artigo algumas informações relevantes para ETEs.

Como funciona o tratamento?

Primeiramente precisamos entender o que são efluentes. De modo geral, consistem em todos os tipos de líquidos ou gases nocivos lançados ao meio ambiente e gerados por meio de atividades humanas. Podem ser separados em dois tipos: residenciais e industriais.

Os residenciais, basicamente, são provenientes de itens usados em casa, como óleos, água reusada, produtos de limpeza e etc. Esse tipo de efluente é mais fácil de ser tratado, pois o componente principal é a água.

Os industriais já são mais complexos de serem tratados, isso porque a composição principal desses efluentes nem sempre é a água, podendo ser de vários produtos químicos, o que demanda uma estação de tratamento de efluentes específica e setorizada para tipo de produto.

O procedimento inicial de tratamento é feito por meio da remoção de componentes sólidos por um tipo de peneira. Logo após o efluente é direcionado para uma série de testes químicos onde se entende o nível de pH,, alguns outros dados e, em seguida, certas composições são corrigidas.

O principal método de tratamento de águas e gases contaminados é com o uso de equipamentos para tratamento de efluentes, que constroem biomassas para combate biológico dos fungos e bactérias presentes nas efluentes. Esse processo é muito mais natural pois conta com um combate biológico dos agentes nocivos presentes nas efluentes.

Após isso é iniciado o processo secundário de tratamento, onde uma espécie mais específica de biomassa (conhecida como lodo) é inserida, que basicamente tem a função de se fixar em qualquer outro componente nocivo, facilitando a sua retirada por um tanque de aeração. Uma estação eficiente de tratamento pode trazer muitos benefícios, como:

  • Simplicidade operacional;

  • É um sistema compacto e modular;

  • Possui baixo consumo de energia;

  • Não há odor;

  • Apresenta economia de espaço;

  • Entre outras vantagens.

Dentre os efluentes mais comuns está o esgoto, alvo principal dos programas de saneamento básico mundial, onde os métodos de tratamento são extremamente variados, contando com processos feitos por meio de plantas, de produtos químicos e até por fossas.

Esse tipo de efluente é um dos mais agressivos para o meio ambiente, pois toneladas de lixo são gerados por segundo e distribuídos nas áreas de recolhimento ou diretamente na natureza.

O tratamento, infelizmente, não dá conta de todo o esgoto, mas por existirem muitas ETEs focadas nesse tipo de efluente uma boa parte já é tratada para ser reutilizada ou devolvida a natureza.

O processo de tratamento é bem parecido com o abordado nesse tópico, porém geralmente são feitos em larga escala por conta da alta demanda. Após entendermos um pouco sobre esse procedimento, falaremos de algumas questões legais.

Licenciamento ambiental

O licenciamento ambiental foi facilitado há pouco tempo para locais onde a necessidade de tratamento é mais urgente, no caso onde o risco ambiental é mais alto.

O foco para o tratamento de efluentes deve ser para locais onde o impacto ambiental é maior, reduzindo gradativamente o número de agentes agressivos ao ambiente naquele local.

Em caso de interesse de abertura de uma empresa de tratamentos, é preciso obter o licenciamento ambiental campinas diretamente com a subprefeitura da região, onde realizarão a inspeção de vários quesitos para a emissão da licença.

Neste artigo, abordamos algumas informações importantes para empresas que trabalham com ETE. É importante ressaltar que, em todas as etapas do processo, é necessário o uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) corretos.

Principalmente se o operador realizar o manuseio de muitos produtos quimicos, que podem ser nocivos a saúde das pessoas, como itens de limpeza, bactérias, produtos corrosivos e etc.

O maquinário utilizado também precisa ter a proteção correta (o mais recomendado são revestimentos de epóxi, para garantir que não exista corrosão do material), como também, esses equipamentos devem passar por revisões e inspeções constantes.

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