Setor agropecuário adapta áreas produtivas pró-sustentabilidade

Setor

O uso de recursos naturais é inerente ao desenvolvimento humano, pois homens e mulheres se adaptaram ao ambiente em que vivem, aproveitando todos os benefícios encontrados na natureza.

Há milhares de anos, quando a humanidade passou a conviver em sociedade formalizada, os rios, lagos e mares passaram a ser ponto de referência para a instalação das famílias. Os cursos d’água sempre serviram como fonte de alimentos e forma de matar a sede.

O nascimento da agricultura ocorreu a partir da ideia de produzir o próprio alimento em um mesmo espaço, utilizando ferramentas básicas para o autossustento, em conjunto com a domesticação de animais. Animais suínos, bovinos e aves passaram a fazer parte do cenário das aglomerações da sociedade.

Através dos tempos, as paisagens mudaram, a tecnologia avançou em muitos passos para a frente, mas o setor agropecuário remete aos tempos áureos da necessidade humana quanto à de criação de animais, plantas, árvores frutíferas, hortaliças e outros recursos naturais.

Tudo isso para poder sustentar a demanda de alimentos e conduzir, de maneira apropriada a distribuição por toda a sociedade, dos bens de consumo produzidos a partir da terra.

Modernização afeta positivamente setor

O cultivo da terra é uma arte desenvolvida pela humanidade ao longo do tempo. Muitos processos que eram empregados há milhares de anos atrás, ainda são utilizados nos tempos atuais, como a simples ação de plantar a semente no solo, regar, aguardar a germinação e o crescimento da planta, até o momento certo da colheita.

Os proprietários de terras produtivas reconhecem quando uma topografia rural é ideal para o melhor tipo de agronegócio, aplicando técnicas que aproveitam o espaço disposto, inclusive quanto a preocupação quanto à sustentabilidade.

Para isso, algumas ações são tomadas, entre elas:

  • Preferência por adubos orgânicos;
  • Evitar poluição do solo e do ar;
  • Redução de pesticidas;
  • Captação de água pluvial para irrigação;

Todas as práticas sustentáveis adotadas pelos produtores rurais influenciam na proteção da natureza.

Isso interfere, de maneira positiva, na redução drástica de impactos sobre o meio ambiente, principalmente, quando se trata de produção que atende a alta demanda de consumo da sociedade.

As áreas cultiváveis precisam de uma documentação apropriada, sendo aprovada por meio da legislação ambiental vigente.

Os produtores rurais devem possuir uma licença de operação para que esteja dentro dos propósitos de projetos que englobem a compensação de impactos ambientais, por meio de plantio sustentável, com foco na preservação do meio ambiente, independente do setor em que atua.

Conhecimento permite produtos de qualidade

A produção de hortaliças, árvores frutíferas e criação de animais são essenciais para a alimentação da sociedade. Muitos municípios fazem parte de cinturões verdes, responsáveis pela distribuição de alimentos para os centros urbanos.

Visando a redução de agrotóxicos, os produtores passaram a se adaptar aos processos sustentáveis, aplicando o adubo organomineral nas plantações, reduzindo a perda de nutrientes.

Os gastos podem ser reduzidos a longo prazo, levando em consideração que o solo recebe um incentivo quanto à produção de microrganismos que estimulam a situação orgânica, conforme os nutrientes são depositados ao longo dos processos de plantio.

São aplicados compostos orgânicos e uma complementação de fertilizante foliar mineral, com a presença de potássio, nitrogênio, ureia e fósforo.

Uso do solo segue legislação ambiental

A expansão territorial urbana alcançou algumas áreas rurais em diversos municípios, o que levou a uma reclassificação de zoneamento municipal, para que os empreendimentos possam se adaptar à legislação ambiental.

Dessa forma, muitas chácaras, sítios e fazendas passaram por um processo de urbanização, obrigando a emissão da licença ambiental IBAMA para a ocupação do solo e uso da captação da água freática, por meio de poços e criação de cisternas.

A fauna e a flora sofreram impactos por causa do êxodo urbano, com a criação de bairros planejados, condomínios residenciais e áreas industriais.

Essa alteração na paisagem mexeu com a biosfera, impactando diretamente o convívio de animais silvestres em meio a árvores e plantas que já estavam estabelecidos no local.

Dessa forma, os novos empreendimentos imobiliários, qualquer que seja a destinação, precisa de uma aprovação formal da Cetesb licenciamento sendo emitido após a conferência do manejo relacionados aos fluxos de água e ocupação do solo.

O setor industrial deve apresentar um planejamento estratégico, inclusive com a aplicação de filtros cujo objetivo é reduzir o impacto na poluição do ar e a instalação de estações de tratamento de água.

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